segunda-feira, junho 18, 2007

Atenção, atenção, Doutor Freud é [novamente] chamado à recepção

Havia na casa de banho um cadáver emparedado. Tinha sido ele que o torturara e o escondera ali. Ela sabia-o, dos tempos em que vivera com ele e fez questão de o contar à amiga que, embriagada pela felicidade da sua nova união com ele, interpretou a informação como inveja e não acreditou.
Ele era perigoso, mau carácter, violento, assassino, e ela só descansaria a sua consciência quando estivesse a sua amiga a salvo. Ele era também atraente, bem sucedido, influente, respeitado, tudo atributos que dificultariam a missão de o desacreditar.
Ela, contudo, não desistiu. Chamou uma terceira amiga – comum a ambas – e desmontou na sua frente os azulejos da tal casa de banho, ficando à vista uma espécie de caixa-de-ar. Foi-nos, contudo, vedada, a nós, meros espectadores, a visão do corpo, imagino, em já avançado grau de decomposição.
A testemunha correu a informar a futura vitima que mais uma vez desacreditou a informação e caiu no terrível erro de mulher apaixonada de ir contar o sucedido ao criminoso.
Nesse mesmo dia, a amiga, a testemunha e uma terceira pessoa que não consigo agora identificar, morreram num acidente, inexplicável, uma fatalidade com o elevador do prédio que se despenhou de um remoto andar.

Mais um sonho, meus caros leitores, que, acredito, nem o sábio e experiente Freud conseguiria explicar, ainda para mais, tratando-se, todos os intervenientes nesta bizarra dissertação do meu subconsciente, de conhecidas e notáveis personalidades da blogosfera nacional, cujos os nomes, obviamente, me envergonho de aqui revelar.

1 Comments:

Blogger João HB said...

Deixe que lhe diga que o que isto parece é um episódio de "Desperate Housewives".

8:30 da tarde  

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