quarta-feira, junho 08, 2011

Verdades Absolutas

Não se pode prender pela força, o que o amor não prende.

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sábado, junho 04, 2011

A Insustentável Relatividade das Proporções

Eu sabia que ia ser assim. Já antes fora. Não contigo, com outros. Com todos. Os poucos que tive.
Há três dias que não telefonas. Há uma semana que não me vês. Há muito tempo que não dizes que me amas. É proporcionalmente inverso ao tempo que nos conhecemos a tua afeição por mim. No início, ligavas-me a toda a hora. Enviavas mensagens [tontas] durante todo o dia. Querias saber como estava, dizer onde estavas, o que fazias, o que faziam os que te rodeavam. Tudo era pretexto, argumento, para ouvires a minha voz. Eu, ao contrário, esquecia-me que existias, não fossem os sms a entrarem-me, constantemente, no telemóvel. Eras um espaço mínimo na minha vida, um fino contorno no meu mundo. Com o tempo, foste ganhando espessura, conquistando espaço, rompendo o círculo que te delimitava de mim, preenchendo o meu quotidiano. De uma linha passaste a uma grossa pincelada, um forte traço, borrando os meus sentimentos, conquistando os meus afectos. É proporcional ao tempo que nos conhecemos o meu amor por ti. Hoje, sinto [tremendamente] a tua falta quando não estás. Um dia contigo é pouco. Uma noite, uma migalha. Uma semana, nada. Quero mais. Quero tudo a que tenho direito, porque para mim − para nós, mulheres − o tempo num investimento afectivo é um factor que nos prende, nos amarra cumulativamente, a cada dia que passa, a quem com ele o despendemos.

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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Dia de S. Valentim


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terça-feira, janeiro 25, 2011

No comboio do amor

Começa sempre assim: primeiro, ela cautelosa a querer perceber onde um relacionamento com ele a pode levar, a tentar conhecê-lo, perceber se é um tipo decente em que valha a pena investir tempo e afecto, a cheirar a compatibilidade das suas hormonas com as dele. Ele, ao contrário, a atirar-se de cabeça, a bombardeá-la de telefonemas e mensagens, sempre presente, sempre em cima, de palavras bonitas e promessas que sabe que não pode cumprir, mas que o entusiasmo da conquista o faz, verdadeiramente, acreditar que sim. É ele a correr atrás dela.
Depois, ela começa a afeiçoar-se a ele, à sua voz a horas certas no telemóvel, ao seu riso e às suas graças, ao seu corpo e ao seu cheiro, à sua boca e ao seu hálito, assim, devagarinho, com calma, para que toda a informação captada pelos sentidos seja interpretada correctamente pelo cérebro de forma a que não haja enganos, de forma a que se criem laços, capazes de se tornarem fortes, duradouros. Nesta fase, estão os dois em sintonia, pois também ele a descobre com prazer, lhe desvenda a alma, lhe desnuda o corpo, lentamente, fazendo render o sabor desse sentimento inebriante que é a paixão. Nenhum tem defeitos aos olhos do outro. Um e outro são perfeitos. São virtudes os vícios; os tiques, particularidades engraçadas. O que vinte anos mais tarde juntos achariam exasperante tem agora piada. É giro. Nesta fase chamam-se de “querido” e “querida”, riem por tudo e por nada, parecem tontos − estão tontos! − de amor. Correm juntos um para o outro.
Depois, de repente, ele muda. Torna-se esquivo, menos presente. Ausente, até. Diminuem os seus telefonemas, escasseiam as suas mensagens. As dela, por seu lado, aumentam na proporção inversa das dele. Tudo assim, de repente, sem ela entender porquê. Ela bombardeia-o para o perceber, ele retrai-se − ainda mais − para não ter de dizer. As suas respostas soam a falso. As perguntas dela a maçadoras. É ela a agarrá-lo e ele a fugir.
É sempre assim. E se ela soubesse exactamente qual o momento em que esse volte-face se dá, saltaria da carruagem do comboio do amor no preciso momento antes de ele chegar. É que risco de se magoar, esse, seria consideravelmente menor.

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terça-feira, dezembro 14, 2010

Verdades Absolutas

Terei saudades tuas. Dos telefonemas a horas certas. Da tua voz. Das tuas graças.
Terei saudades da tua casa [como já tenho], do teu carro, da tua praia.
Sentirei falta dos passeios, das conversas, dos jantares. Das confissões, dos sorrisos, dos silêncios. Até dos “desgostos” que, na brincadeira, dizia me dares!
Lembrar-me-ei de ti quando passear ao pé do mar, quando me sentar em frente ao Forte, quando voltar ao nosso restaurante. Lembrar-me-ei de ti quando ouvir a tua música, quando escutar a minha e todas aquelas que nos dedicamos.
Terei saudades de fazer amor contigo, de te tocar, de te olhar nos olhos até de madrugada. Terei saudades tuas.
É que, às vezes, [Meu Amor,] o que parece ser um capricho de criança, uma teimosia, uma exagerada tempestade num copo de água, serve apenas para nos fazer lembrar coisas simples que tendemos a [querer] esquecer: é que tu, na verdade, nunca foste meu. E, eu, nunca fui tua.

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sexta-feira, novembro 12, 2010

O meu Segredo

Estou aqui. Do outro lado do mundo, à tua espera.
Para lá de mares e de terras, de rios e de florestas, de gentes estranhas… à tua espera.
Anseia nos meus dedos, enquanto te aguardo, a saudade do toque dos teus. Conto por eles as horas para saber de ti, os dias para te [re]ver. Para me voltar a aninhar nos teus braços e o tempo parar. Como nos livros. Tu [Meu Amor] és o meu segredo.

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terça-feira, novembro 02, 2010

O Vendedor de Sonhos

És um verme, daqueles pequeninos, sem coluna vertebral. Sem palavra, rastejas à minha volta deixando um rasto viscoso, nojento, incomodativo que, dedicadamente, eu limpo com o meu amor incondicional por ti. Sem coragem, enrolas-te sobre ti próprio, qual bicho-de-conta, ao primeiro toque que te é desconfortável. Eu protejo-to, maternal, com as mãos em concha, como se de uma pérola rara te tratasses, recebo-te no meu seio, no meu leito. Deixo-te viver nos meus cabelos, na minha púbis, na minha pele, qual parasita. Suporto estoicamente o prurido que me provocas, aguento as pápulas feias, vermelhas, enormes que me ferras na epiderme. Às vezes, chego a coçar-me até sangrar, mas tu não percebes, porque escolho a área onde não estás naquele momento: se te perdes entre as minhas coxas, esgadanho a cara, a cabeça, o pescoço; se te focas nos meus olhos, arranco a carne do corpo, deixo os ossos à vista, expostos à minha dor. Nada me alivia a não ser as tuas palavras: esse verbo redondo, floreado, repleto de mesuras e salamaleques como o dos charlatães, unguento milagroso que deixas cair sobre mim com a perícia de um experiente vendedor da banha da cobra.

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sábado, outubro 23, 2010

Votos

Eu, Meu Amor, não sei por que nos prega o destino esta partida. Porque razão teima em apartar-nos, quando era suposto não separar ninguém o que Deus uniu. Porque cava entre nós fossos que nos impedem de ter uma existência normal. Um relacionamento normal, uma família normal, uma vida normal. Não sei porque nos arrasta consecutivamente para esta penosa nostalgia, para esta sensação de impotência, de dor, onde as feridas − quando as tentamos a todo o custo ignorar − teimam em abrir-se e sangrar. Mesmo assim, cuidadosamente, voltamos a fechá-las, cicatriz após cicatriz, com a persistência daqueles que não desistem facilmente, com o carinho daqueles que se querem bem.
Eu, que sei de cor o azul dos teus olhos, o dourado dos teus cabelos, que te conheço desde menino, eu, Meu Amor, − mesmo que, às vezes, não pareça − prometo ser-te leal, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, durante toda a nossa vida. Ainda.

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segunda-feira, outubro 11, 2010

É deixá-las passar!

Ela, sentindo-se fervilhar naquele turbilhão de sentimentos, naquela confusão de pensamentos, de emoções, resolveu fazer a coisa mais improvável para quem procura a razão como conselheira: telefonar à grande paixão da sua vida.
Ele, atendeu-a, com a voz mais bonita que alguma vez conhecera a um homem, aquela mesma que a prendera, muito antes de o conhecer fisicamente, muito antes de o ver, de conhecer o seu toque, o seu cheiro.
Depois dos cumprimentos iniciais, ela atirou sem grandes rodeios:
− Sinto-me na merda!
Não gostavam de asneiras mas ambos não se privavam de as utilizar quando só elas pareciam expressar na perfeição o que queria ser dito. Vezes sem conta haviam admitido que o amor não era difícil, não era tramado, não era complicado, o amor, esse só podia mesmo ser fodido!
Ele quis saber:
− Física ou emocionalmente?
Ela confessou com a voz embargada:
− Emocionalmente.
Há uns anos atrás, aquele seria o momento de ele mudar de assunto, começar a falar do tempo, dos CD`s que lhe tinham oferecido ou de outra coisa qualquer e, em última instância, se se sentisse muito encurralado, sem saber o que fazer com todo aquele tremelicar de voz, com aquele beicinho feminino, bater em retirada, justificando-se com trabalho.
Contudo, passados todos aqueles anos, solidarizando-se com ela, ironizou:
− Oh pá, esse é o meu departamento! Disso posso falar com experiência de causa! − E adivinhou-se-lhe o esboço de um sorriso empático.
Ela perguntou-lhe:
− Quais são os meus maiores defeitos?
Ele disse-lhe que a resposta não era simples. “É que, às vezes, os maiores defeitos são também as melhores virtudes”, afirmou sabiamente. Depois, elucidou com um exemplo: “Estás a ver quando uma mulher nos chateia?” Ela anuiu do outro lado da linha, sem contudo o verbalizar “sim, se estava!”, e ele concluiu: "É que isso aborrece-nos, mas a verdade é que ela é tão importante para nós que queremos ser chateados!
Aquela figura de estilo, rude e tosca, masculina, arrancou-lhe um sorriso enorme, pois era assim que ela se sentia, a maior chata, e era assim que se queria sentida: ser amada por isso. Por gostar ao ponto de querer ter − e dar − atenção, afecto, amor, exclusividade.
− E as minhas maiores qualidades? − Continuou.
Ele não hesitou na resposta:
− Já nem vou falar na tua beleza e inteligência porque isso é óbvio. Tens princípios, és talentosa, tens um fantástico sentido de humor o que é fundamental numa pessoa, e tens essa coisa maravilhosa, tão tua, que é andares sempre à procura de ti, andares sempre em busca de algo mais e que faz de ti uma eterna descontente. Neste processo erras apenas numa coisa: em quereres pôr sempre os ponteiros à frente, no relógio, antevendo um final menos positivo.
Ela sabia que tinha esse defeito, tinha consciência disso, mas a experiência dizia-lhe que não existiam finais felizes.
Ele falou-lhe ainda da possibilidade de nunca ser tarde para recomeçar vidas novas, dos anos que ela ainda tinha pela frente e das capacidades que tinha para mudar o futuro que, naquele momento, lhe poderia, subjectivamente, parecer menos risonho.
E, no fim, disse-lhe aquilo que ambos sabiam que não era verdade, aquilo que ambos sabiam que nunca iria acontecer, porque, como num rio que corre e passa várias vezes no mesmo lugar nunca são as mesmas as águas que por ele passam, também todas as paixões têm o seu timming, todas as decisões nos relacionamentos têm o seu tempo certo.
− Vais ver, ainda nos vamos divertir imenso, os dois!
Ela ficou em silêncio, não respondeu.
Despediram-se cordialmente, ele agradecendo ela ter ligado; ela, ele a ter ouvido. Depois riram-se deste formalismo e desligaram, prometendo como sempre faziam − às vezes até com anos de intervalo pelo meio − voltar a falar-se em breve.
Ela sentou-se na borda da cama, olhando o telemóvel, já bastante mais calma. Lembrou-se que o seu amor por aquele homem a havia, um dia, num acto tresloucado de desespero, de tentativa vã de fazer sobrepor a dor física à insuportável dor emocional, levado a arrancar, com força, um punhado de cabelo. Sorriu ao constatar o absurdo que esse episódio, agora, lhe parecia. Sorriu ao tomar consciência que a paixão é efémera e que por ela não vale a pena sofrer pois não passa de um conjunto destrambelhado de reacções químicas, obsessivo-compulsivas, que o nosso corpo produz. Levantou-se, vestiu o casaco e saiu para a rua. É deixá-las passar!

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domingo, outubro 10, 2010

Encores

Se eu voltar a rir, dançar noite fora, regressar, alegre, a casa de madrugada, não faças caso; Mesmo quando não parece, Meu Amor, é em ti que penso.
Se eu experimentar outras peles, provar outras bocas, tocar outros sexos, não te importes. Eles, meu querido, – asseguro-te – jamais preencherão o teu vazio.

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Incapacidades

Há festa em tua casa. Silêncio na minha. Existem risos à tua volta, dor à minha. Brindes, luzes, vozes de crianças enchem a tua sala, o nada, a minha. Faz frio. Pôs-se o sol; foi-se, definitivamente, embora o Verão. Ficaram as ondas revoltas do oceano a rebentar na costa, galgando muros, arrancando pedaços à memória dos dias felizes nos bares de praia. Foste-te embora, [Meu Amor,] ficou a minha incapacidade para chorar.

© Foto: Sofia Bragança Buchholz

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domingo, outubro 03, 2010

O homem que não sonhava sequer o que era o amor

Se vieres sempre à mesma hora, algum tempo antes, vou começar a sentir-me feliz. Mas podes vir mais cedo!”, gracejou ele um dia, naqueles primeiros, em que se começaram a descobrir. Ela, mais cautelosa, advertiu-o que era rosa de um único jardim, mais importante ainda: que era rosa que se quer única num jardim, que se quer cuidada, regada com carinho, amada em exclusividade.
Antes de ser cativada, foi instruindo-o das regras, como se as houvesse, quando de sentimentos se trata, como se existissem certezas adquiridas quando se mexe com o coração. Ele ouviu-a, compreendeu-a e foi esperando, pacientemente, por ela, que acabou por vir todos os dias, primeiro à mesma hora, com a razão ainda a controlar, depois já um pouco mais cedo e, no fim, já muito, muito tempo antes, totalmente entregue à emoção.
Foram assim preenchendo o espaço em branco que os separava, pincelando a tela da descoberta, confessando gostos e preferências, maneiras de ser e de pensar, sorrindo como garotos, agindo como garotos, felizes como garotos, primeiro atrás de um ecrã de computador, depois em jantares românticos, depois já nos braços um do outro em quartos de hotel.
Dançaram juntos, andaram de mãos dadas, furtivamente, pela cidade, roubaram beijos um ao outro no meio da multidão, sem medo de serem vistos, não se importando com nada a não ser com estarem um com o outro, arriscando serem reconhecidos, serem, inconvenientemente, identificados. Ficaram horas acordados: oito, dez, dezasseis seguidas, mesmo quando a distância os apartava. Almoçavam juntos pelo telefone, trabalhavam juntos por e-mail, viam-se, falavam, tocavam-se pela Internet.
E o coração dela foi enchendo. Enchendo-se de dúvidas quanto às certezas que tinha como adquiridas na sua vida passada, enchendo-se de brechas por onde o amor dele foi entrando, avassaladoramente, como a água de uma barragem que rebenta; enchendo-se de afecto, de ternura, de desejo por ele.
E, quando ela, à deriva naquele turbilhão, lhe perguntou o que fazer com tantos sentimentos, o que fazer com aquele coração tão cheio, tão cheio que ansiava por ele todos os minutos, todos os segundos a que a paixão, no seu principio, tem direito, ele respondeu-lhe assim, como se fossem casados há muito, muito tempo: “vais trabalhar, deitares-te cedo, distraíres-te, ter uma vida normal”. E ela foi. Definitivamente embora da vida dele.

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sexta-feira, outubro 01, 2010

O Insustentável Peso Feminino

Estou outra vez presa na teia do amor. Essa rede miudinha que apanha tudo de nós: os sentidos, a razão, o bom senso.
Estou outra vez perdida num barco sem rumo. À deriva na maré-alta, turbulenta, das emoções. Correntes de humores, vagas de sentires, ondas de paixão.
Separa-me de ti o nunca, essa distância infinita que separa aqueles que não foram feitos para ficarem juntos. Vidas atravessam-se no nosso caminho. Atrapalham-nos; impedem-nos de nos tocarmos. Erguem-se famílias entre nós! Tropeçamos em filhos, esbarramos em conjugues, sufocamos em obrigações, enquanto tentamos, inutilmente, estender os braços para nos abraçarmos. Um minuto que seja enlaçados! Um minuto, assim, efémero, inconsequente é o suficiente para ti. Um minuto, assim, descomprometido, irresponsável é o suficiente para mim: para me fazer sentir miseravelmente mal.

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quarta-feira, abril 28, 2010

Verdades Absolutas

Já ensaiei tantas justificações para o teu desamor. Imaginei-te aflições. Desgraças. Azares. Problemas financeiros. Complicações jurídicas. Doenças. Vi-te em guerras, arranjei-te inimigos, feridas, dores. Compromissos incapazes de se desfazerem, projectos inadiáveis, trabalhos irrecusáveis. Pressenti nascerem-te filhos, morrer-te a mulher, partirem-te entes queridos. Senti-te amarrado, da cabeça aos pés, compreendi-te as fraquezas, solidarizei-me com elas. Inventei motivos imbatíveis, argumentos incontornáveis, mil e um pretextos para aceitar a tua ausência quando só havia um. Um só: não gostares, realmente, de mim.

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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Ensaio Filosófico das 3:17h da manhã

E se o mundo, tal como o percepciono, não existe? Se não existem estrelas, nem planetas, nem a Terra, nem os seus oceanos, animais e pessoas que acredito nela viverem? Se não existem os meus pais, os meus irmãos, os meus amigos e aqueles que penso cruzarem-se comigo no dia-a-dia? Se os diálogos que estabeleço, os actos que tenho, os sentimentos que sinto, são unilaterais, sendo o seu feed-back imaginado por mim? Se tudo não passa de uma invenção minha, de uma projecção tridimensional da minha imaginação, ser único e solitário, num universo desconhecido, onde – talvez – um deus qualquer me manipula e joga a minha vida como se de um jogo virtual se tratasse? E se nem esse deus existe? Se só eu existo na realidade e sou a única responsável pela vida que imagino?
Se assim fosse, porque não idealizaria eu a minha vida perfeita, em que tu, Meu Amor serias, então, um homem decente?!

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segunda-feira, janeiro 25, 2010

O porquê

Podia interrogar-me sobre o que disse de errado, que frase, que palavra, que sílaba, te afastou de mim. Que comportamento condenável, tenebroso, imperdoável, meu te remeteu para o silêncio. Que beijo, que carícia, que sussurro, que abraço repugnante, te fez partir. Podia questionar-me sobre a razão, o fundamento, o propósito, a essência do teu inesperado e repentino apartamento. Podia perder horas, dias, noites, meses, anos, séculos!, a interrogar-me por que razão. [Mas] para quê, Meu Amor?, se a experiência me diz que – verdadeiramente – nunca o saberei.

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quarta-feira, janeiro 20, 2010

Silêncio (Take 2)

"Gostava de parar de pensar, para não pensar em ti. De ser incapaz de desejar, para não te desejar; de não querer, para não querer ter-te. Gostava de parar em ti, para me sentir - como sentia, quando parava em ti. Em vez disso, sinto o silêncio que toma o espaço entre nós. Já devias conhecer-me: respeito todos os silêncios, até o nosso, se é já só isso o que sobra de nós." Adormecerei sem ti.

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domingo, janeiro 17, 2010

Não a deixes murchar


"– Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo."

In "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry

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segunda-feira, outubro 26, 2009

Como o nosso amor

Tenho o silêncio nos dedos - incapazes de produzirem qualquer palavra. Calados. Mudos. Estéreis. Como tu e eu. Como o nosso amor.

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sexta-feira, outubro 02, 2009

Quando morre o amor

Na foto: Natalia Vodianova / © Foto: ?

Ficamos sem quase nada a que nos possamos agarrar.

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